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Automação de processos na construção civil: como o RPA ajuda construtoras a ganhar eficiência.

  • Foto do escritor: Equipe Asten
    Equipe Asten
  • 20 de jan.
  • 4 min de leitura
Diploma Digital

A construção civil é um dos setores mais complexos quando o assunto é gestão operacional. Obras simultâneas, diferentes frentes de trabalho, múltiplos fornecedores e áreas que precisam trabalhar de forma integrada tornam o controle de informações um desafio constante. 


Um dos principais pontos de atrito está na integração entre os sistemas utilizados ao longo da operação. 

 

A falta de integração entre sistemas e os impactos no dia a dia


Em muitas construtoras, engenharia e financeiro operam dentro do mesmo sistema de gestão empresarial, conhecido como ERP (Enterprise Resource Planning), enquanto outras áreas utilizam soluções complementares, como CRMs de vendas e marketing, sistemas de atendimento, plataformas de assinatura digital e controles específicos para estoque ou suprimentos.


Mesmo quando existe um ERP central, essas ferramentas nem sempre estão integradas de forma nativa. O resultado é conhecido: informações que precisam ser replicadas manualmente, dados que chegam com atraso a outras áreas e uma operação que depende de controles manuais paralelos para funcionar.


Esse cenário se intensifica à medida que a construtora passa a gerenciar duas ou mais obras simultaneamente. Atualizações feitas pelo time comercial demoram a refletir nos relatórios gerenciais, ajustes contratuais não chegam a todos os setores envolvidos, o espelho de vendas fica desatualizado e o acompanhamento de estoque e insumos perde precisão. 


Com isso, o retrabalho aumenta, os erros operacionais se tornam mais frequentes e a tomada de decisão passa a se apoiar em informações incompletas ou defasadas. É a partir dessa realidade que a automação de processos na construção civil surge como um caminho concreto para enfrentar os desafios do setor.

 

O papel do RPA nesse contexto 

 

É nesse cenário que o RPA se apresenta como uma alternativa prática e eficiente. O RPA, ou Robotic Process Automation, é uma tecnologia que permite automatizar tarefas repetitivas por meio de robôs de software. Esses robôs seguem regras pré-definidas e executam processos da mesma forma que um usuário humano faria, interagindo com sistemas, portais, planilhas e ERPs já existentes.


Diferente de projetos tradicionais de integração, o RPA não exige mudanças estruturais profundas nem a substituição dos sistemas atuais. Ele atua na camada operacional, conectando soluções que não se comunicam entre si. 


Do projeto ao contrato assinado: automação aplicada à rotina da construtora 


Na construção civil, a complexidade começa antes mesmo da venda. Desde a elaboração do projeto até a assinatura do contrato, diferentes áreas, sistemas e pessoas precisam trabalhar com informações consistentes. É justamente nesse percurso que o RPA ganha força. 


Na fase de projeto e planejamento da obra, o RPA pode apoiar a consolidação de dados entre sistemas de engenharia, planejamento e orçamento. Informações como tipologias, unidades, metragem, valores e condições comerciais podem ser estruturadas e replicadas automaticamente para as bases que alimentam o comercial, evitando inconsistências que mais tarde impactam a tabela de vendas.


Quando a obra entra em fase de comercialização, o RPA atua conectando o que foi definido no projeto com os canais de venda. A tabela de vendas passa a refletir corretamente unidades disponíveis, preços, condições e atualizações, reduzindo erros comuns de digitação, versões paralelas e ajustes manuais. Corretores trabalham com informações alinhadas à realidade da obra, o que traz mais segurança nas negociações com o cliente final.


No atendimento, soluções como chatbots podem captar dados iniciais, registrar contatos no CRM e acionar fluxos automáticos de qualificação. O RPA garante que essas informações avancem pelo funil de vendas, atualizando oportunidades, vinculando unidades e mantendo o espelho de vendas sincronizado com o andamento da obra. 


À medida que a venda evolui, a automação passa a orquestrar a transição para a etapa contratual. O RPA integra plataformas de assinatura eletrônica e digital, envia contratos, acompanha status de assinatura e garante que documentos assinados sejam armazenados corretamente. Ao mesmo tempo, os sistemas internos são atualizados automaticamente, refletindo a venda concluída para o financeiro, o estoque de unidades e a gestão. 


Esse fluxo integrado, do projeto ao contrato assinado, reduz falhas, elimina retrabalho e cria uma operação mais previsível. A informação flui com mais consistência para o comercial e se transforma em insumo estratégico para a gestão, que passa a analisar desempenho de vendas, produtos, estoque e resultados com mais clareza e segurança. 

 

O apoio dos agentes de IA na análise dos resultados 


Com dados organizados e integrados, agentes de inteligência artificial passam a ter um papel relevante no apoio à gestão.

 

Esses agentes podem analisar grandes volumes de informações, identificar padrões, apontar desvios e gerar insights sobre desempenho de obras, evolução de vendas, comportamento de estoque e eficiência operacional. 


Relatórios deixam de ser apenas descritivos e passam a apoiar decisões estratégicas, oferecendo uma visão mais clara do negócio como um todo. 


Integração e fluidez como base para decisões mais seguras 


Quando a informação flui de forma integrada, toda a operação se beneficia. O time comercial ganha eficiência e segurança para atuar, com dados confiáveis sobre vendas, contratos e status de clientes. A gestão passa a contar com insumos consistentes para analisar, de forma estratégica, o desempenho de vendas, produtos, estoque, custos e resultados das obras.


É nesse contexto que a Asten by AVMB Group atua, oferecendo serviços de RPA e uma suíte de soluções integradas que se adaptam à realidade da construção civil. A automação conecta sistemas, organiza fluxos e garante que as informações certas cheguem às áreas certas, no momento certo, sem retrabalho e sem dependência de processos manuais.


Assim, a automação deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a sustentar decisões mais assertivas, com visão de curto, médio e longo prazo. Para a construção civil, onde cada decisão impacta prazos, custos e margens, integração e fluidez da informação não são apenas ganhos operacionais: são elementos essenciais para a sustentabilidade do negócio.

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